quinta-feira, 13 de julho de 2017

Insecto Bioluminescente no Quintal - II:



Há uns anos tinha publicado neste blog um post com algumas fotos de um insecto bioluminescente (insectos popularmente conhecidos por pirilampos ou vaga-lumes), que tinha encontrado no quintal: (Insecto Bioluminescente no Quintal! (Clicar)).
Estando eu a vasculhar o meu arquivo fotográfico pessoal, descobri mais umas fotos interessantes de um insecto deste tipo, que tinha tirado em Agosto de 2013, também no meu quintal, situado na Tocha (no Concelho de Cantanhede). Na altura tive o cuidado de tirar fotos com e sem flash, sendo que as fotos sem flash representam a forma como estes insectos se apresentam ao olho humano, destacando-se na escuridão.
Pelas minhas pesquisas pela internet, penso que se trate de uma fêmea de Lampyris Iberica, uma das várias espécies de pirilampos existentes em Portugal, insectos que se tornam bem visíveis na escuridão, por via da luz fosforescente que emitem. Nos dias secos do fim da Primavera e do Verão, quando ando pela minha horta ao anoitecer, é raro o dia em que não veja pelo menos um destes animais, havendo até dias afortunados em que consigo avistar 3 ou 4.
Não deixa de ser curioso que no post de 2009 eu tenha dito que só tinha visto estes insectos umas 3 ou 4 vezes na vida, enquanto agora chego a ver 3 ou 4 deles em algumas noites. Será que eles passaram a ser mais numerosos nesta zona? Será que eles sempre aqui andaram em números constantes e foi preciso eu começar a frequentar o meu quintal ao anoitecer (para tratar da horta), para eu começar a reparar neles? A resposta deverá estar numa destas explicações, talvez mesmo em ambas.

Existe um interessante blog de um investigador português deste tipo de insectos, https://pirilampos-lightalive.blogspot.pt/ (clicar para entrar),  onde poderá saber mais sobre as espécies de pirilampos existentes em Portugal, bem como ajudar à investigação científica, comunicando informações acerca dos insectos luminescentes que observar pelo país.

I found one bioluminescent insect in my backyard - II:

A few years ago, i published here some photos, of a bioluminescent insect (click to read the post). These photos were taken in my backyard in 2009, at night.

After searching my personal archive, i found a few more interesting night photos of this type of insects, taken in August of 2013, again in my backyard. I think this specimen is a female of Lampyris Iberica. In the photos without flash, it's possible to see how these insects are seen by the human eye, in the darkness.









Actualização - 23/07/2017:
Acrescentei mais algumas fotos nocturnas destes insectos, tiradas esta semana no meu quintal, na Quarta-feira e no Sábado. Na Quarta-Feira, enquanto eu fotografava estes pirilampos, também andava um Ouriço-cacheiro nas proximidades (ver última foto).
Se por um lado estes insectos são exibicionistas nocturnos, facilmente visíveis na escuridão da noite pela luz que emitem (de dia passam praticamente despercebidos), reparei que também não gostam da presença humana demasiado próxima, pois quando a sentem tendem a mudar de posição e a apagar a luz.

Update - 23/07/2017:
I added a few more night photos of these insects, taken with and without flash. These photos were taken this week in my backyard, in wednesday and saturday. In wednesday, there was also an hedgehog nearby (see last photo).
 












terça-feira, 21 de março de 2017

Ninho num Velho Selim de Bicicleta:

Hoje coloco aqui, a título de curiosidade, algumas fotos de um ninho, feito por um pássaro ou um casal de pássaros, cuja espécie eu desconheço (não o(s) vi e, mesmo que o(s) tivesse visto, não sou bom a identificar aves), num velho selim (banco) de bicicleta. O ninho foi construído com palha, erva e lama. As fotos foram tiradas em Maio de 2016, na Tocha, Vila e Sede de Freguesia localizada no Concelho de Cantanhede.

Bird Nest in an Old Bicycle Saddle:

Today i present a few photos of a bird nest (i don't know the species of the bird or couple of birds who made it), built in an old bicycle saddle, using straw, grass and mud as raw materials. The photos were taken in May of 2016, in the Town of Tocha.

An odd place to build a nest, indeed!





segunda-feira, 13 de março de 2017

Os Pistoleiros da Gândara ou uma Reflexão Sobre o Tiro aos Sinais de Trânsito:


Apesar de a (ainda relativamente) pacífica Gândara não ser propriamente o Texas do Velho Oeste Americano, apesar de alguns vândalos desconhecidos assim a considerarem (clicar para ler o artigo), circulam por aqui alguns pistoleiros anónimos que vão deixando marcas visíveis e duradouras da sua passagem, em contraste com os sons efémeros dos seus disparos, que por vezes são audíveis, mesmo fora da época de caça.

E algumas dessas marcas mais visíveis e duradouras são deixadas nos sinais de trânsito da região, esburacados por balas de pistola ou chumbos de caçadeira, num cenário que nos faz lembrar as imagens televisivas que nos chegam de alguns países devastados por guerras. Já vi demasiadas  situações destas ao longo dos anos, nas minhas voltas pela Gândara.

Deixo aqui algumas imagens meramente ilustrativas que tinha no meu arquivo pessoal, tiradas em 2010, 2013 e 2017, algures nas Freguesias da Tocha (no Concelho de Cantanhede) e da Ferreira-a-Nova (no Concelho da Figueira da Foz), cujas etiquetas de localização nem sequer irei colocar depois do artigo.

Confesso que o facto de os STOPs serem um alvo muito utilizado me deixa particularmente preocupado, sobretudo nos casos em que esses sinais estão colocados em cruzamentos e entroncamentos com estradas com grande circulação, em que existe o risco real de quem aí circula (passando mesmo atrás desses sinais), poder ser vítima de uma bala ou chumbada perdida. Até já vi alguns sinais de trânsito com marcas de tiros em cruzamentos e entroncamentos com a EN-109, uma estrada nacional que tem muito movimento, mesmo após a entrada em funcionamento da autoestrada A-17, que está quase às moscas. De facto é uma situação de risco muito preocupante, existe efectivamente o perigo real de uma destas sessões de tiro ao alvo poder acabar em tragédia.

Coloco duas questões, a que os leitores poderão responder nos comentários:
- Qual será o fascínio que os sinais de trânsito exercem nos amigos do gatilho? O que os leva a sentirem-se tão atraídos por eles, ao ponto de preterirem outros possíveis alvos?
- Custa muito a quem tem as suas pistolas e caçadeiras, sejam elas legais ou ilegais, ir praticar o seu tiro ao alvo para locais mais seguros e discretos? Por exemplo, pegar numas latas e ir para um local isolado na floresta ou num pinhal, de preferência com uma duna ou colina atrás dos alvos, para absorver os projécteis dos disparos?








sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

O filme "Uma Abelha na Chuva":

 
Depois de há uns meses eu ter escrito um artigo sobre o filme português "A Promessa" (clicar para o ler), hoje falo sobre uma outra incursão do Cinema Português por terras gandaresas.
"Uma Abelha na Chuva" é um filme português concluído em 1971-1972 (mas que terá começado a ser rodado alguns anos antes), realizado pelo cineasta português Fernando Lopes (clicar), com argumento baseado num romance homónimo do escritor Carlos de Oliveira (clicar), o qual teve uma forte relação com a Vila de Febres (no Concelho de Cantanhede, onde viveu parte da sua vida) e com a Região da Gândara, a qual lhe serviu de inspiração para uma grande parte da sua obra literária. Em homenagem a este escritor, o Município de Cantanhede criou um prémio literário com o seu nome.
Para quem quiser saber mais sobre este filme, poderá obter informações mais completas neste blog (clicar), na Wikipédia (clicar) ou na descrição existente nesta página do Youtube (clicar).
 
No primeiro minuto do filme são visíveis alguns planos exteriores onde aparecem alguns "Palheiros" da Praia da Tocha (antigas habitações tradicionais já quase desaparecidas), bem como um plano exterior do largo e Igreja Matriz da Tocha. Perto do fim do filme, voltam a aparecer planos exteriores destes dois locais.
Aos 56:25 do vídeo do filme, são apresentadas imagens de vários homens e mulheres anónimos, nos seus afazeres ou conversas durante uma feira ou mercado. Pelo trajar dessas pessoas, nomeadamente uma senhora idosa com o típico chapéu de gandaresa, é bem possível que essas imagens tenham sido recolhidas durante uma Feira ou Mercado Dominical da Gândara, talvez mesmo numa Feira da Tocha, embora eu não tenha a certeza do que escrevo. Talvez algum leitor mais velho ainda reconheça algumas das pessoas que figuram nas imagens.


The Film "A Bee in the Rain":

"Uma Abelha na Chuva", which can be translated to "A Bee in the Rain", is a portuguese film from 1971-1972, made by the portuguese director Fernando Lopes (click to read more), with a script based in a novel with the same name, written by Carlos de Oliveira (click to read more), a portuguese writer, who not only lived his youth in this region (in the small town of Febres), but also was inspired by the region in his writings.

Some images of the film were filmed in this region.
In the begining of the film, during the first minute, there are a few images filmed in Praia da Tocha (Tocha Beach), showing a few "Palheiros" (traditional wooden houses), and in Tocha (who in the 70's was a village and now is a small town), showing the large square and the church. Near the end of the film, there are other images filmed in these two places.

At 56:25 (see the video above), there are a few images of several anonymous men and women, from the people, dressed with traditional clothes, talking, bargaining, selling or buying things in a traditional fair / market. I think there is a possibility that these images were filmed in Tocha, but i'm not sure about that.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

A Lagoa dos Coadiçais em Janeiro de 2007:

Hoje deixo aqui algumas fotos tiradas na Lagoa dos Coadiçais há aproximadamente 10 anos, em Janeiro de 2007. 
A Lagoa dos Coadiçais, também conhecida como Lagoa dos Cedros (devido a ter muitas destas árvores em seu redor), situa-se a Este da localidade de Lagoas, na Freguesia de Febres e Concelho de Cantanhede. Esta lagoa ocupa uma área aproximada de quatro hectares, sendo a maior e mais conhecida das seis Lagoas de Febres. (Na última fotografia é possível ver um mapa com a localização destas lagoas.)
Esta lagoa tem uma pequena ilha artificial (construída pelo homem), ligada à margem Oeste por um passadiço, onde existe um Bar-Restaurante. Nesta margem da lagoa também uma zona de lazer com parque de merendas. Existe igualmente um caminho pedonal e circuito de manutenção / pista de jogging que dá a volta completa à lagoa.
Uma vez que estas fotos já têm mais de 10 anos, a principal diferença que noto em relação à actualidade é o facto de no presente a lagoa ter menos árvores de grande porte à sua volta, sobretudo no seu lado Oeste, uma vez que várias dessas árvores foram derrubadas pela grande tempestade que atingiu a Gândara em 19 de Janeiro de 2013. (Esta tempestade provocou a queda de dezenas de milhares de árvores por toda esta região.)

The "Lagoa dos Coadiçais" in January of 2007:

Today i present a few pictures taken in Lagoa dos Coadiçais, more than ten years ago, in January of 2007.

The Lagoa dos Coadiçais is a big pond or small lake of fresh water, located East of the village of Lagoas, in the Civil Parish of Febres and Municipality of Cantanhede. Is the biggest and most known of the six "Lagoas de Febres", a group of six small lakes / big ponds located near the small town of Febres. (See the last photo.)

This lake is also known as Lagoa dos Cedros, because theres are tens of cedar trees around the lake. ( In the portuguese language, "cedro" means cedar / cedrus ). The lake has an area of approximately 4 hectares / 10 acres.

There is a small artificial island in the West side of Lagoa dos Coadiçais ( made by man ), with one Bar / Restaurant, acessible by a small bridge. The lake has a picnic area and a path for walking or jogging, around it.


















Localização / Location:

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

A Praia da Costinha:

A Praia da Costinha é uma praia deserta, localizada na Freguesia do Bom Sucesso, no Concelho da Figueira da Foz. Apesar de o caminho de acesso e a praia propriamente dita estarem localizados na Freguesia do Bom Sucesso, a parte da área envolvente situada a aproximadamente meio quilómetro a Sul (englobando parte do areal da praia, das dunas e da floresta), já pertence à Freguesia de Quiaios, também no mesmo Concelho da Figueira da Foz. 

Esta praia está rodeada por vários quilómetros de costa deserta e floresta, não existindo nenhuma casa habitada num raio de uns cinco quilómetros. A praia situa-se a aproximadamente 7-8 Km a Sul da Praia da Tocha e a cerca de 5-6 Km a Norte da Praia da Quiaios, estando assim quase no meio de uma extensa faixa costeira de praias desertas contínuas. 

Em tempos existiu aí um único edifício habitado, um pequeno posto da Guarda Fiscal, que foi abandonado nos anos 70 e demolido em finais dos anos 90, por razões que eu desconheço. Por vezes pernoitavam lá alguns aventureiros de passagem, que costumavam deixar algumas inscrições nas paredes, para recordar a sua passagem.

Esta praia deserta é acessível de automóvel, através de uma estrada florestal alcatroada e de um caminho de acesso de terra batida com cerca de três quilómetros de comprimento, mas ambos encontram-se em mau estado de conservação e cheios de buracos. Recomendo por isso muita prudência e velocidades reduzidas aos automobilistas que aqui se queiram deslocar.

Sendo um local remoto e de difícil acesso, bem como pouco conhecido fora desta região, esta praia nunca é frequentada por grandes multidões, mesmo no Verão. Mas durante todo o ano lá vão aparecendo alguns poucos turistas ocasionais, alguns aventureiros, vários pescadores desportivos à cana, e, sobretudo no Verão, alguns banhistas, naturistas / nudistas e turistas estrangeiros em auto-caravanas, não existindo mais do que umas poucas dezenas de pessoas na praia, mesmo nos dias mais frequentados. Também já lá estive algumas vezes em que pude verificar que eu era a única pessoa que lá estava.

Deixo aqui algumas fotos da Praia da Costinha, tiradas em Julho de 2013 e Maio de 2010, ambas as vezes durante passeios de BTT.


The "Praia da Costinha":

Praia da Costinha is a desert beach, located in the Civil Parish of Bom Sucesso and in the Municipality of Figueira da Foz. The area located approximately half quilometer south of the beach, belongs to the Civil Parish of Quiaos, in the same Municipality.

This is a true desert beach, surrounded only by forest, dunes and many quilometers of desert coast, without any inhabited building in a radius of five quilometers. The beach is located some 7-8 quilometers south of Tocha Beach and some 5-6 quilometers north of Quiaios Beach. A few decades ago, this beach had only one inhabited building, a small station / house of Guarda Fiscal (Fiscal Guard), unused since the 70s and demolished in the end 90s.

This beach is accessible by car, driving in the nearby forest road and turning to a gravel road, which gives access to the beach. But both roads are in bad condition, full of holes, so i advise to drive slowly and very carefully.

Being a remote place,  without an easy access, and little known outside the region, this beach is not visited by many people. I usually see a few adventurers, fishermen and, in the Summer, a few naturists / nudists and a few foreign tourists in recreational vehicles (RVs). It's possible to be the only person in this lonely beach, it already happened to me a few times.

I present a few photos of Praia da Costinha, taken in July of 2013 and May of 2010, both times during mountain bike rides.

Julho de 2013 / July of 2013:














Maio de 2010 / May of 2010: 












Localização / Location: